domingo, 26 de junho de 2016

Conselhos

Os planos do Senhor permanecem para sempre; os propósitos do seu coração, por todas as gerações (Salmos 33.11).
Ouvi falar de um jovem que estava pronto para se jogar do alto de uma grande ponte. Ao notar aquilo, um voluntário bem intencionado subiu até lá e iniciou uma conversa no sentido de convencer o jovem suicida a descer em segurança. O voluntário conselheiro pede ao “suicida” que espere apenas alguns minutos antes de qualquer atitude precipitada. Os dois chegam a um acordo: o jovem desesperado explicaria em 15 minutos os motivos que o levavam ao suicídio e o voluntário conselheiro apresentaria em 15 minutos bons motivos para viver. O jovem suicida, no tempo que cabia, falou acerca de todos os problemas sentimentais e emocionais que passava na família, na escola, no trabalho. O voluntário, impactado com tantos problemas do jovem desesperado, informou no prazo que cabia que passava por situações semelhantes. Enfim, após os 30 minutos, qual não foi a surpresa: os dois pularam da ponte.
O texto da leitura de hoje fala de um rei chamado Roboão, filho e sucessor de Salomão. Ele desprezou os bons conselhos dos sábios e tomou conselhos com os mais jovens que haviam crescido com ele, causando assim a grande divisão da nação de Israel.
A Palavra de Deus nos aponta no Salmo 1 a felicidade daquele que tem o prazer nos conselhos vindos do Senhor. Conselhos sábios são fundados na Lei do Senhor e não em “achismos” de ímpios, pecadores ou escarnecedores. Muitas vezes acabamos tão perturbados com as circunstâncias da vida que acabamos dando ouvidos a maus conselhos. Lembremos que o nosso Senhor Jesus, além de tantos atributos, é também Maravilhoso Conselheiro prometido em Isaías 9.6, que está sempre pronto para nos ajudar nos momentos de crise. Na verdade, os conselhos do Senhor são bons e duram para sempre. São esses os que merecem ser seguidos.
O bom conselheiro não dá ênfase aos problemas, mas às soluções vindas de Deus.

Leitura Bíblica:
1 Reis 12-15


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pecado

O que é o pecado? Pecado é um ato de desobediência a Deus, é transgredir a lei de Deus. “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.” (1 João 3.4).  O pecado ofende a Deus e quando nós pecamos o nosso relacionamento com Ele é rompido.  Existem duas formas de se pecar: o pecar consciente e o pecar inconsciente. O pecado consciente é todo aquele que nós temos plena consciência e razão que determinado ato desagrada a Deus, ou seja, que é pecaminoso. Já o pecado inconsciente é aquele em que não percebemos e conhecemos que é de origem pecaminosa, mas praticamos. Dentre as formas de se pecar consciente e inconscientemente nós podemos pecar destas formas (apenas alguns exemplos): através de palavras, ações e pensamentos. Pecar por palavras seria blasfemar contra Deus e o Espírito Santo; dizer palavrões e mentiras, entre outras palavras que não agradam a Deus. Através de ações podemos citar o adultério, a prostituição, a fornicação (sexo antes do casamento), o furto, a idolatria, o homossexualismo e o homicídio. Já através de pensamentos podemos incluir os sonhos (sonhos eróticos e outros tipos) e os pensamentos imorais. Vou falar sobre um pecado que muitas pessoas cometem, mas não sabem, ou seja, é um pecado inconsciente: “ficar”. Hoje é normal, totalmente comum os jovens e até aqueles que não são jovens “ficarem”. Mas o ato de “ficar” é considerado pecado; na Bíblia não fala que ele é considerado ofensivo a Deus, porém, quando analisamos suas características vemos que ele é igual a um pecado que Ele condena: a prostituição. Vamos comparar o ato de ficar com a prostituição (considere nesse caso uma prostituta ou um garoto de programa) para vermos se realmente são iguais. Na prostituição a pessoa vende seu corpo por dinheiro e se entrega aos prazeres da carne; nela não há parceiros (as) fixos (as). No “ficar” a pessoa também vende seu corpo (só que de graça) e nela também não há parceiros (as) fixos (as); cada um “fica” com o outro numa relação sem compromisso desfrutando dos prazeres da carne. Mas até o beijo na boca é considerado pecado? Se for no ato de “ficar”, sim; se for no namoro (relação com compromisso), não. Pense num homem que apenas beijou uma prostituta e não teve relações sexuais com ela (difícil de acontecer, mas é só um exemplo), eles deixaram de se prostituir só porque deixaram de ter relação sexual? Ou deixaria de ser prostituição se não tivesse dinheiro envolvido, ou seja, fosse de graça (como ocorre no ato de ficar)? Não! Ainda é considerado prostituição, mesmo que tenha sido apenas um beijo na boca.  E o sexo no namoro é permitido? O que a Bíblia diz sobre o sexo antes do casamento/sexo pré-matrimonial? Não existe uma palavra hebraica ou grega usada na Bíblia que precisamente se refira ao sexo antes do casamento. A Bíblia inegavelmente condena o adultério e a imoralidade sexual, mas é o sexo antes do casamento considerado sexualmente imoral? De acordo com 1 Coríntios 7.2, "sim"e  a resposta é clara: "mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido." Neste versículo, Paulo declara que o casamento é a "cura" para a imoralidade sexual. Primeiro Coríntios 7.2 está essencialmente dizendo que, porque as pessoas não conseguem se controlar e por isso muitas estão tendo sexo imoral fora do casamento, elas devem se casar. Só então poderão satisfazer as suas paixões de uma forma moral.
Já que 1 Coríntios 7.2 claramente inclui o sexo antes do casamento na definição de imoralidade sexual, todos os versículos bíblicos que condenam a imoralidade sexual como sendo pecaminosa também condenam o sexo antes do casamento como pecado. O sexo antes do casamento faz parte da definição bíblica de imoralidade sexual. Existem inúmeras Escrituras que declaram o sexo antes do casamento como sendo um pecado (Atos 15.20, 1 Coríntios 5.1; 6.13, 18; 10.8, 2 Coríntios 12.21, Gálatas 5.19, Efésios 5.3, Colossenses 3.5, 1 Tessalonicenses 4.3, Judas 7 [leia-os por favor]). A Bíblia promove a abstinência completa antes do casamento. O sexo entre o marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova (Hebreus 13.4).
Embora a praticidade não determine o certo do errado, se a mensagem da Bíblia sobre o sexo antes do casamento fosse obedecida, haveria bem menos doenças sexualmente transmissíveis, abortos, mães solteiras e gestações indesejadas, assim como existiriam bem menos crianças crescendo sem ambos os pais em suas vidas. A abstinência é a única política de Deus quando se trata do sexo antes do casamento. A abstinência salva vidas, protege bebês, dá às relações sexuais o valor adequado e, mais importante, honra a Deus. Devemos lembrar também que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo como diz em 1 Coríntios 6.19-20 : “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?
Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.”  No caso de “ficar”, quem não sabia que era pecado agora sabe, ou seja, passou a ser consciente. Agora a respeito do sonho. Como posso pecar no sonho? O sonho é um mundo de imaginação e muitas vezes pode também ser um canal (meio) de Deus falar conosco nos dando revelações e visões. Pense assim, tudo que é pecado neste mundo também o é no sonho. Então você poderá dizer assim: “mas nem tudo que eu sonho eu faria na realidade. Se eu soubesse de certas coisas no sonho (tivesse consciência) não faria, ou seja, no sonho peco inconscientemente”.  Então pecar na realidade é mais grave que no sonho, já que este ocorre muitas vezes de forma inconsciente? Eu considero que sim, que os pecados da realidade são mais graves do que no sonho.  Na Bíblia, todos os pecados são considerados ofensivos a Deus, não há um que Ele falou “este é o pecado que mais detesto”. Porém, se formos pensar o que é mais grave? Contar uma mentira ou matar alguém? Neste sentido, podemos ver certa distância entre a gravidade das ações, ou seja, que matar é mais grave que mentir. Mas na Bíblia não diz isso, entretanto, considera um o mais odioso: a blasfêmia contra o Espírito Santo, como vemos em Mateus 12.31-32: “Por esse motivo eu lhes digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir.” Este é o único pecado que não será perdoado por Deus. Os outros são agrupados sem uma escala de maiores ou menores pecados, mas todos ofendem a Deus e levam a condenação. Uma outra forma de pecar por pensamento é a de você ver algo com seus olhos ou até mesmo pensar em algo pecaminoso de forma consciente, exemplo: um homem vê uma mulher muito bonita e começa a se imaginar tendo relações sexuais com ela e a vendo nua. Este é um pecado por pensamento e de forma consciente. Mas talvez você se pergunte: “por que certas coisas são consideradas pecaminosas e ofensivas a Deus e outras não? Por que o casamento é considerado honroso a Deus e o adultério e a prostituição não?” Para responder a esta pergunta devemos pensar da seguinte maneira: Deus é o nosso Criador, Ele é o Legislador universal. Foi Ele quem criou tudo e também as leis. Jeová definiu na criação do mundo o que seria permitido e honroso a Ele e o que seria proibido (pecado) e ofensivo a Ele. Isso não significa que tudo que é pecado é essencialmente mal. Por exemplo, o fruto da árvore que Eva comeu no jardim poderia ser considerada algo essencialmente mal? Gênesis 2.16-17 diz: E o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá". Será que ter conhecimento sobre o bem e o mal seria ruim? Afinal, se soubermos que algo é errado e desagradável a Deus poderemos evitá-lo, não é mesmo? Se olharmos desta forma o fruto não parece ser algo ruim. Então porque foi considerado pecado? Porque DESOBEDECERAM às ordens de Deus. Talvez, quando Ele os proibiu de comerem aquele fruto, estava apenas testando a obediência deles e o fruto em si não era “mal”. Mas eles desobedeceram uma regra e foram punidos. Pense agora na nossa constituição para fazermos uma comparação. Quem a criou e por quê? Um grupo de pessoas se juntou (não é interessante citar os nomes, pois este não é o foco) e definiu o que seria considerado crime na nação, além de definir os direitos e deveres de cada cidadão. Esse grupo de pessoas foram os legisladores (quem criou as leis), do mesmo jeito que Deus é nosso Legislador. Eles queriam construir uma nação com regras. Mas para que servem as regras? Para haver organização e igualdade de direitos. Já imaginou se cada um fizesse o que quer? A nação seria desorganizada e nada democrática. Aí é onde entram as regras: para dar organização, disciplina e igualdade a todos. E o que acontece quando as regras não são obedecidas? Há punição. A punição pelo não cumprimento de uma lei é uma forma de fazer justiça e de se manter a ordem no país. Se não houver punição mais pessoas poderão praticar o mesmo crime e novamente teremos não uma nação, mas um aglomerado de pessoas egoístas e que pensam somente em sua sobrevivência causando o caos; tornando-se um lugar onde reinam a desordem e a injustiça. As leis do nosso país são para causar medo (é claro que existem pessoas que as seguem por respeito e não medo, mas creio que a maioria não comete um crime com medo da punição), medo este que venha manter a ordem na pátria.  Deus quando criou suas leis, não queria que nós obedecêssemos a elas por medo de sermos punidos, mas sim como uma forma de amor a Ele. Ele quer que sejamos obedientes não pelo medo, mas por amor a Ele. Quem obedece por medo, não ama. Porém, quem obedece por amor tem profundo respeito e admiração pelo outro. Mesmo que muitos não vejam, na constituição de muitas nações há uma grande relevância quanto a vida das pessoas. A vida de um ser humano é extremamente valorizada nela. Mas por que será? Nós desconhecemos o porquê de algumas coisas serem erradas ou certas, mas dentro de nós existe algo chamado instinto que foi nos dado por Deus. E nesse instinto há uma valorização da vida vinda da parte de Deus por que Jesus disse em Mateus 22.39: “E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.” Portanto, mesmo que inconscientemente muitas pessoas aceitam uma ordem dada por Deus. Mas a grande questão destas ordens dadas por Deus, não é entender o porquê, mas sim obedecer. Deus espera de nós obediência. Eu pelo menos acho que se Ele quisesse que entendêssemos o porquê de certas coisas serem proibidas por Ele, isso teria sido escrito na Bíblia. Ele tem seus motivos para proibir ou permitir. Nem tudo sobre Deus conseguiremos entender. Se nem o nosso semelhante nós entendemos por completo (às vezes até nós mesmos), como entender a Deus que é um ser superior e perfeito?
Se o pecado é o rompimento de nosso relacionamento com Deus, então o que é o perdão? O perdão é nosso reconciliamento com Deus, é a restauração de nossa relação com Ele. É claro que se for considerar pessoas nem todas perdoam e voltam a restaurar a relação que tinham antes de ela ser rompida (perdoam, mas nunca mais voltam a se falarem ou se verem e etc.). Mas como estamos falando de Deus, há sim essa restauração, o restabelecimento do relacionamento.  Eu costumo dividir o arrependimento (perdão é arrependimento) em dois tipos: o arrependimento parcial e o total. Essa divisão é inexistente na Bíblia, vou falar sobre ela apenas como uma forma de clarear a visão sobre o que é realmente perdoar e se arrepender. O arrependimento parcial eu considero como sendo uma ação em que nós admitimos que erramos, mas logo depois voltamos a cometer o mesmo erro. Exemplo (os meus exemplos costumam ser exagerados, eu tento considerar as situações mais difíceis, pois afinal, perdoar e se arrepender não é algo fácil de fazer): Vamos supor um homem solteiro (que tenha consciência sobre o que é biblicamente errado ou não) chega em sua casa e se depara com uma mulher linda e nua na sua frente e que quer ter relações sexuais com ele. Ele não consegue se controlar e parte para cima. Ele cometeu o pecado conhecido como fornicação (ter relações sexuais antes do casamento). Como ele tinha conhecimento sobre as leis de Deus e o Espírito Santo o acusa de seu erro, ele se arrepende de seu ato. Porém, depois de algum tempo a mesma situação ocorre: ele chega em sua casa e lá está aquela mulher novamente (“o pecado novamente está batendo na porta”) e ele mais uma vez não se controla. Pode ser que você diga “ele não se arrependeu, já que cometeu o mesmo erro duas vezes”. Mas nesse caso considere que este homem arrependeu-se de verdade do primeiro erro. Este é o pecado que chamo de parcial: aquele que a pessoa se arrepende de um ato passado, mas se tiver uma nova chance no futuro diz “sim” a tentação. O arrependimento total como o nome diz abrange a totalidade, tudo. Considerando o mesmo exemplo do homem já mencionado acima que se arrepende de sua primeira atitude, considere que em sua segunda oportunidade de pecar ele não irá dizer “sim”, mas “não”. Este é o arrependimento total: a pessoa admite o erro que cometeu no passado e NÃO VOLTA a cometê-lo no futuro. É a pessoa que realmente aprendeu com o erro, pois quem aprende de verdade não volta a cometê-lo novamente. Este é o VERDADEIRO arrependimento. Mas se este é o verdadeiro arrependimento por que falou sobre o outro (o parcial)? Para todos perceberem o que realmente é arrepender-se, porque tem muitas pessoas pecando e cometendo os mesmos pecados achando que Deus sempre a está perdoando.  Deus perdoa sim, mas somente quem VERDADEIRAMENTE arrepende-se de seu pecado, ou seja, não volta a cometê-lo (não há como viver uma vida sem pecado já que somos pecadores desde que nascemos, mas há como viver com o mínimo possível). Ou você acha que Ele concede perdão a quem se arrepende parcialmente? Para Jeová não há meio termo: ou você se arrepende do seu pecado por completo ou não; ou perdoa uma pessoa completamente ou não; ou você O segue ou não. Ficar em “cima do muro” não é está com o Pai, pois quem está com Ele não está em cima do muro ficando divido entre Ele e Satanás, mas está do lado Dele. Agora irei abordar sobre a ação de perdoar. Em Marcos 11.25-26 diz: “E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados. Mas se vocês não perdoarem, também o seu Pai que está no céu não perdoará os seus pecados.” Neste versículo fica evidente que para sermos merecedores do perdão de Deus, teremos de perdoar nossos semelhantes, o nosso próximo. Diria que quem não colocar em prática o segundo maior mandamento dado por Jesus (que é amar o seu próximo como a si mesmo) não terá seus pecados perdoados. Lucas 17.3-4 já diz: [Tomem cuidado. "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe".] O que este versículo nos diz? Que primeiramente devemos conhecer nosso erro (referindo- se a repreender, dizer que tal ato é considerado ofensivo a Deus). Afinal, como poderemos admitir que erramos e nos arrependermos se não sabemos que estamos no erro? Então, o primeiro passo é dizer ao seu irmão que ele pecou, é mostrar que ele errou. Depois de conhecer o erro, ele tem que admitir que errou e se arrepender,  e nesse caso, nosso dever é perdoar. Um exemplo sobre uma situação difícil de perdoar: pense em uma família feliz e cristã composta por um pai; uma mãe; uma filha e um filho, ambos os filhos são crianças. Em um dia não tão feliz aparecem assaltantes em sua casa. Eles então amarram o pai em uma cadeira, estupram seus dois filhos bem na sua frente e depois os matam com um tiro; sua mulher é torturada até a morte e suas partes dividas e entregues aos cães. Suponha que este pai foi obrigado a ver tudo isso. É fácil perdoar esse grupo de assaltantes que causou esse terrível episódio em sua vida? Com certeza não. Nesse caso, dizer para os assaltantes que eles erraram não seria algo viável, visto que eles não lhe dariam ouvidos. O dever desse pai é perdoar, por mais difícil que seja. Se Ele não os perdoar não há como Ele ser salvo, pois é preciso ter a Deus como Único Salvador (aceitar Jesus) e também arrepender-se de todos os seus pecados para ser salvo. Além disso, se ele se recusasse a perdoar não estaria colocando em prática o mandamento de Jesus. É neste momento que ele mais deveria colocar o amor em prática. Aqueles assaltantes podem não ter mostrado amor e piedade para com sua família, mas esse pai como um verdadeiro servo de Deus deve mostrar amor e compaixão por eles. Deus quer ver amor e compaixão em nossas ações até nas piores situações. Como o perdão e arrependimento devem ser feitos? Eles devem vir do coração, pois não adianta dizer palavras de arrependimento ou perdão, é preciso sentir e viver o perdão. E outra coisa é que ele precisa ser completo e inteiro. O perdão é um gesto, uma ação que demonstra amor. Quem ama não ama pelas metades, mas por inteiro, revelando através de uma atitude que um sentimento vale mais do que palavras e que seu significado transpõe qualquer obstáculo para chegar ao seu alvo.
Quando se arrepender ou for perdoar alguém se lembre de que deve ser inteiro e vir do coração. Esta geralmente é a oração que faço ao pedir perdão a Deus (lembre-se que ela só é válida para Deus se vir do coração e você realmente estiver arrependido): “Senhor me perdoe pelos pecados que cometi consciente e inconscientemente através de palavras, pensamentos e ações. Perdoa-Me Deus de todos os meus pecados. Lave-me, purifique e limpe tudo que é impuro e desagradável a Ti. Obrigado e Amém!” Versículos relacionados ao tema: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139.23-24). “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.” (Isaías 1.16). ["Venham, vamos refletir juntos", diz o Senhor. "Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão. (Isaías 1.18)]. “Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma. Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1.5-10). E para finalizar: “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6.23).  



quinta-feira, 2 de junho de 2016

Medo

Busquei o Senhor, e Ele me respondeu; livrou-me de todos os meus temores (Salmos 31.4).
Quando estamos com medo, nossa tendência é pedir a Deus que nos socorra e salve. No texto de hoje vemos o contrário. O medo pode deixar alguém desesperado, mesmo que seja um homem de Deus como Elias, que chegou a pedir em oração que o Senhor acabasse com tudo aquilo. A causa do seu desespero não era imaginária. Era bem real: ele não suportava mais a pressão a que estava sujeito, pois a rainha queria matá-lo e tinha meios para isso. Este tipo de pavor é normal; quem não tem medo de morrer? Veja como é o nosso Deus: Ele ouve todas as orações, seja de quem for, mas atende-as à sua maneira, pois pessoas inseguras e desesperadas, como o profeta naquela ocasião, não sabem pedir. Elias pediu para morrer e Deus deu-lhe descanso para reanimá-lo. Ele não estava sozinho, o Senhor o acompanhava e por duas vezes mandou um anjo alimentá-lo, porque estava triste e fraco, tanto que precisou dormir novamente.
Não precisamos ser heróis (Elias também não foi – chegou a desistir de tudo), mas quer a causa do medo seja uma ameaça real, como no caso de Elias, quer seja imaginária, como muitas vezes acontece, é importante levar nossa preocupação a Deus e pedir-lhe que cuide dela. O próprio Senhor dará as forças e o ânimo de que necessitamos quando nos entregamos às suas mãos. Quando pedimos ao Senhor que nos faça companhia, o receio desaparece e teremos as forças necessárias – como Elias, que depois encarou uma longa viagem a pé, para em seguida, ser informado de vários projetos que Deus ainda tinha para ele. A Bíblia confirma essa ajuda que Deus nos proporciona, como por exemplo: “Com o meu Deus posso transpor muralhas” (Salmos 18.30) ou “Ele fortalece o cansado e dá grande vigor ao que está sem forças. Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem, mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças” (Isaías 40.29-30).
Quando estiver no fim da linha, lembre-se que a de Deus é eterna.

Leitura Bíblica:

1 Reis 19.19

domingo, 22 de maio de 2016

Matemática Divina

Como poderia um só homem perseguir mil, ou dois porem em fuga dez mil? (Deuteronômio 32.30).
Deus não trabalha conforme nossa lógica. Seus pensamentos são totalmente intangíveis e, quando pensamos entendê-los, estamos somente confundidos e perdidos em nossas próprias conclusões.
Na ótica humana é difícil visualizar algo que ultrapasse o palpável e o concreto. Não dá para imaginar o infinito, a eternidade, o que não tem começo, o que surge a partir do nada... A sabedoria e o poder de Deus ultrapassam a medida que a mente humana é capaz de compreender – mesmo que ela pertença à mais inteligente do mundo. Ainda que tenhamos sido criados à imagem e semelhança de Deus, jamais entenderemos sua magnitude e sabedoria. Se sua criação já demonstra obras tão astronômicas, como poderíamos pensar que seria possível medir o Criador com nossas unidades matemáticas tão rudimentares? Na matemática do Senhor, o impossível é alcançado e não pode ser provado pela ciência humana. Suas proporções são multiplicadas numa progressão que chega ao infinito.
Pela sua decisão, um pequeno grupo é capaz de vencer um exército, setenta pessoas (os descendentes de Abraão) conseguem formar um povo tão numeroso quanto as estrelas do céu; cinco pães nas mão de Jesus alimentam uma multidão (e ainda restam doze cestos com sobras). Por fim, um único Homem salva o mundo inteiro!
Deus trabalha com grandes números e porções incontáveis, é generoso em seus favores e faz seu espírito transbordar em nós. Ele age assim para nos instruir e ensinar sobre Seu poder criador, em que a multiplicação acontece a partir da divisão.
Por isso, não tema o tempo de escassez. Creia! Deus não precisa dos nossos recursos para multiplicar o que você precisa para viver.
Divida sua vida com Deus e viva a abundante medida de sua matemática.

Leitura Bíblica:

2 Reis 4.42-44

domingo, 8 de maio de 2016

Ira Divina

Aqui será feita uma reflexão com base no livro de Êxodo mostrando as facetas de Deus tendo como base o dialogo entre um cético e um judeu. Achei muito interessante a pergunta e fiquei surpreso com a resposta.
Cético:
 “O livro de êxodo narra a história de um Deus amoroso que colocou seu povo escolhido na escravidão… Ele então permitiu que o faraó matasse todos os bebês judeus e salvasse Moisés para que ele pudesse libertar os escravos judeus. Deus então atingiu o povo egípcio (que também fora criado por Ele) com dez pragas. Finalmente, Ele enviou Seu anjo da morte para assassinar todos os primogênitos, porque Ele queria que o faraó libertasse os escravos judeus que Ele permitira sofrer por um longo tempo. Você poderia responder que é livre arbítrio do homem fazer atos de maldade… Mas… Os anjos somente agem seguindo instruções de Deus… Por que você desejaria rezar e prestar homenagem a um matador invisível de bebês?”
Judeu:
“Querido Insensível,

Aceito a sua pergunta pela ingenuidade. As melhores questões de todas são as irreverentes que desrespeitam o protocolo e não se enquadram na mentalidade coletiva convencional. Sua pergunta capta o conflito que pessoas enfrentam na atualidade, quando confrontam a história do Êxodo ou outros eventos bíblicos.
Quem ler a Torá (Essencialmente torá em hebraico significa ensinamento, se refere basicamente ao Pentateuco, ou seja, os cinco primeiros livros da bíblia. O nome Torá deriva da palavra hebraica Yará, que quer dizer ensinar, instruir, apontar para o alvo, estabelecer uma fundação. Na tradição judaica existem duas torá, a escrita e a oral.) literal com um olhar honesto não poderá deixar de ser levado pelo dilúvio de violência e guerra em nome de um Deus vingativo. Algumas das maldições declaradas nela são sangrentas demais para repetir.
Não admira que um dos mais fortes estereótipos do nosso tempo seja alguém brandindo fogo, o evangelista da Bíblia socando o ar com o punho cerrado e a voz trêmula, invocando o nome do Eterno que atingirá os pecadores do mundo com pestilência e doenças. Quem com mente sã e espírito sadio desejaria associar-se com esta abordagem de fogo e pedra?
Tudo isso traz à mente uma das questões eternas – e mitos fundamentais – sobre a Torá): o ciclo aparentemente interminável de ira, violência, raiva, inveja e vingança – todos por parte do Divino. Que espécie de Deus é tão punitivo? E quem desejaria abraçar um Deus furioso e violento?!…
Acrescente à equação milênios de abuso religioso autoritário, e teremos todos os ingredientes para a profunda alienação e rejeição tola de todas as coisas religiosas hoje. Quem afinal deseja um relacionamento com um Deus tão punitivo, vingativo e sangrento? Na verdade, por este exato motivo muitas pessoas encontram muito mais consolo no amor e gentileza dos textos religiosos que não sejam da Bíblia. Parece mais apropriado que um livro espiritual deveria fazer você se sentir aquecido e fortalecido, em vez de expô-lo a uma avalanche de guerras, traições e retribuições.
Ainda mais intrigante é o fato de que essa mesma Torá seja o alicerce da civilização. Os princípios morais dos Dez Mandamentos continuam sendo a maior declaração de virtude e ética. Em meio a toda a violência da história, os valores bíblicos se destacam até hoje como um exemplo reluzente dos mais nobres padrões que o homem pode jamais atingir. Como um livro tão violento produziu tanta beleza e na verdade fez nascer a benevolência, esperança, providência e todos os maiores ideais de que somos capazes?! Há sistemas de crença que são lindos no papel, mas na realidade causaram estragos à raça humana; a Bíblia parece soar beligerante no papel, mas quando aplicada, produz o estilo de vida mais refinado.
Revelar o mistério – e paradoxo – da Bíblia – exige um retorno às suas raízes. Qualquer tradução da Bíblia dificilmente reflete e faz justiça ao original hebraico e seus significados ricos e metafóricos. (Por esse motivo a tradução da Bíblia foi vista como um momento triste). Primeiramente o hebraico, em sua forma literal, é uma linguagem simbólica ao contrário da maioria das outras linguagens, que são literais, descritivas. Palavras como “fúria” e “vingança” têm significados e implicações completamente diferentes em hebraico e nas suas traduções.
Ainda mais importante é o fato de que a Torá “fala na linguagem do homem” (Talmud, Berachot 31b). Devemos eliminar quaisquer noções antropomórficas que possam ser deduzidas das expressões, conceitos e analogias bíblicas. Devem ser entendidas em termos não espaciais e não corpóreos. A Torá fala em linguagem humana para que possamos ter alguma concepção dessas ideias. Porém esses termos precisam ser despidos de quaisquer conotações temporais, espaciais e corpóreas, pois são todos não atribuíveis ao Divino.
A Torá não pode ser avaliada somente através de uma leitura literal. Até sua dimensão literal é infundida com camadas de significados – especificamente quatro camadas (literal, alegórica, homilética e mística) – embebidas uma dentro da outra.

Nossos sábios na verdade descrevem a Torá como um documento espiritual. Ela “fala sobre as coisas acima [espirituais] e alude a coisas abaixo [físicas].” Às vezes a Torá é comparada a um projeto arquitetônico, que o Arquiteto Cósmico usou para construir este universo. Portanto, em vez de impor nossos significados mortais, estreitos e superficiais nas palavras “ira” e “maldição”, a Torá nos desafia a nos abrirmos aos significados Divinos desses termos e experiências. Na verdade, esses mesmos conceitos se originam de suas raízes espirituais.
Duas distinções importantes devem ser feitas para diferenciar nossa experiência das emoções “agressivas” de suas contrapartidas Divinas (espirituais). A primeira é que nossas emoções são um emaranhado de forças saudáveis e doentias, muitas vezes impulsionadas pelos nossos próprios temores humanos, inseguranças e mesquinharias. (Em nosso mundo “não há bem sem o mal e nem mal sem o bem”). Até quando uma emoção agressiva é basicamente saudável, seus efeitos secundários podem com frequência aumentar até formas inadequadas de violência. Na dimensão Divina, por outro lado, todas as reações são formas saudáveis de expressão o tempo todo.

Em segundo lugar, no mundo do Divino toda “reação” é na verdade um reflexo de “causa e efeito”. De fato, nossos Sábios explicam que recompensa e castigo são na verdade causa e efeito. Você consideraria uma mão carbonizada sendo castigada pelo fogo? Quando alguém coloca a mão no fogo, o efeito natural é uma queimadura. Todas as reações aparentemente “sangrentas” na Torá são na essência o efeito coletivo “natural” de um mundo distorcido; um desalinhamento entre a existência e seu verdadeiro propósito.

A declaração da Torá “Deus estava furioso” significa que quando os seres humanos através do comportamento se distanciam de sua Divina imagem e chamado, eles têm o poder de causar o efeito de Deus de se distanciar de nós.
Ódio ao mal não deve ser confundido com o ódio que sentimos. O desprezo Divino ao mal é como as células brancas do sangue reconhecendo uma infecção como o inimigo, e atacando incessantemente para proteger a saúde do corpo.

O exílio egípcio – que foi previsto por Abraão 400 anos antes – foi parte do misterioso ciclo de vida e morte, alegria e sofrimento, que reflete a realidade da descida da alma a este mundo difícil.
Em nossa lida diária não vemos as verdadeiras causas e efeitos de nosso comportamento. Podemos magoar uns aos outros e jamais sentir a destruição que trazemos à nossa vida e ao mundo. A Torá – como um presente para nós – nos revela os mecanismos internos da vida, e todos os efeitos do comportamento humano.
Talvez jamais venhamos a entender por que crianças inocentes foram massacradas no Egito e no decorrer da história. Temos o direito, não a obrigação, de desafiar Deus por toda experiência sofrida que passamos. Mas ao mesmo tempo, devemos lembrar que se não houvesse vida não haveria morte. Se não houvesse júbilo não haveria sofrimento. Ficamos profundamente perturbados (em nossa mente) por qualquer morte sem sentido; e isso é correto. Porém nossa perturbação deveria servir como um lembrete de que nossa vida consciente – e o universo como um todo – se sente desconectada da nossa fonte e temos o poder de reparar o vazio.
As consequências dessa desconexão não são o problema, mas parte da solução. Quando sentimos dor reclamamos sobre o desconforto, mas a dor é um lembrete e um reflexo de que algo precisa de reparo. Mesmo que preferíssemos não sofrer as consequências, uma vida honesta sentiria os efeitos para que pudessem servir para trazer a cura.
Por mais doloroso que tenha sido o exílio egípcio, ele forjou uma nação eterna, imbuída para sempre com a compulsão natural para a liberdade. Pode-se dizer que o exílio e a redenção do Egito deram origem à liberdade – uma liberdade que começaria uma marcha contínua que levou às liberdades e direitos que hoje aceitamos como certos.
A retribuição Divina aos egípcios também é uma história de causa e efeito. Aqui não é o local para elaborar, mas as Dez Pragas são na verdade um fascinante projeto dos dez efeitos psicológicos de crimes contra a humanidade. Os egípcios foram os primeiros a escravizar uma nação inteira baseados puramente em sua raça. Este não foi um pecado pequeno. Teve profundas consequências que ecoaram na história.
Na verdade, a história do Êxodo começa com Deus aparecendo a Moisés numa sarça ardente. Por que não aparecer numa linda árvore frutífera? Porque Deus queria demonstrar a Moisés que Eu estou com você não apenas na alegria, mas também no sofrimento; não somente na beleza, mas também no espinho.”

Portanto, apesar dos mistérios de Deus, tudo tem uma causa (que muitas vezes não entendemos), mas que nos levará a cumprir Seus projetos mesmo que eles pareçam estranhos. Então não pense ou diga que Deus é mal, pois Ele é justo, e para ser justo, muitas vezes Ele tem que fazer coisas desagradáveis para que a Justiça seja feita e não haja caos, desordem e até mesmo dor.