sexta-feira, 29 de julho de 2016

Oração

Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando (Lucas 6.12).
Não sei em qual momento do dia você está lendo esta mensagem. Antes de continuar, permita-me fazer-lhe uma pergunta: você já orou hoje? Orar é talvez uma das práticas bíblicas mais simples que Deus nos deu. Contudo, nem sempre o mais simples é o mais fácil. Mesmo que não haja grandes segredos para conversamos com Deus, é necessário ter disposição e disciplina. A disposição é importante para que possamos abrir mão de alguns minutos das 24 horas que temos durante o dia. Para isso, talvez seja preciso dedicar um pouco menos tempo a assistir à televisão, navegar em sites da internet ou redes socais, trabalhar ou até dormir. Já a disciplina é fundamental para que eu, de fato, ocupe com oração o tempo separado para ela. Muitos não conseguem ser perseverantes em seu bom propósito de orar porque não são disciplinados. Isso depende, evidentemente, da força de vontade. O texto que você acabou de ler descreve algo comum na vida de Jesus. Apesar da sua agenda cheia, Ele sempre encontrava um tempo para orar. Aqui Ele se levantou de madrugada, em outros momentos a Bíblia fala que ao final do dia retirou-se para orar (como em Marcos 6.46), ou buscou o Pai à noite (Mateus 26.36 e versículo em destaque). A pergunta que faço a você e também para mim é: qual é o momento que estamos separando para conversar com nosso Deus? A oração é muito importante se quisermos ter um relacionamento íntimo com Ele. Assim como ouvia Jesus, Deus sempre está à disposição para nos ouvir e fortalecer.
Hoje quero convidá-lo (a) a refletir sobre seus hábitos de oração. Você tem demonstrado disposição para orar? Tem sido disciplinado? Que tal separar agora alguns minutos e falar com Aquele que pode ajudá-lo (a) em todos os demais compromissos da sua agenda?
Tempo “gasto” em oração é investimento no nosso relacionamento com Deus.

Leitura Bíblica:

Marcos 1.35-39

sábado, 23 de julho de 2016

Construindo

... é como um homem... que construiu a sua casa... (Mateus 7.24,26).
Durante minha infância, uma das coisas que gostava de fazer era acompanhar meu pai nas construções (casa, galpão, garagem, etc). Eu não saiba muita coisa, e provavelmente mais atrapalhava do que ajudava, mas gostava de aprender com ele sobre o que podia e o que não podia ser feito em uma construção.
Isso me fazia lembrar uma conhecida parábola da Bíblia, que Jesus contou ao encerrar o Sermão da Montanha (Mateus 5 a 7). Sabendo que nem todos os seus ouvintes aplicariam tudo o que Ele ensinou, Jesus arrematou sua exposição com uma história na qual aparecem dois homens: um que construiu sua casa sobre a rocha e outro que construiu a sua casa sobre a areia. Na parábola, quase tudo é igual: ambos construíram uma casa, e em ambos os casos o texto relata que “caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa” (v 25 e 27). Por que uma caiu, sendo grande a sua queda, enquanto a outra permaneceu intacta, sem cair? O texto é bem claro: dependia do alicerce. Ambos os casos falam de pessoas que ouviram as palavras de Jesus. A diferença não estava no ouvir, mas no fato de que um praticou o que ouviu, enquanto o outro não colocou em prática o ensino de Jesus.
A lição é clara e não há como não compreendê-la. Mas, o que quero destacar é que muitas vezes esquecemos que essa história está falando da nossa vida. Talvez você nunca tenha construído uma casa, materialmente falando. Isto não faz diferença, pois a lição do texto não é sobre arquitetura ou construção, mas sobre estilo de vida. Lembre-se que você está construindo a “casa da sua vida”.
Ainda quero lhe fazer algumas perguntas: sobre qual alicerce você está construindo? Você apenas ouve as palavras de Jesus, ou também – e principalmente- as pratica?
Construa! Mas construa sobre a base certa!

Leitura Bíblica:

Mateus 7.24-27

sábado, 9 de julho de 2016

Deixar para trás

[Pedro disse a Jesus:] Nós deixamos tudo para seguir-te (Marcos 10.28).
Chamou minha atenção uma música de Jeremy Camp que diz: “...deixando as coisas tão queridas que eu seguro, deixando toda minha dor e todos os meus medos...” Fiquei pensando em como há coisas em nossa vida que temos dificuldade de realmente entregar nas mãos de Deus. Sabemos que Ele tem os melhores planos para nós e que nunca vai nos desamparar, mas, na hora da prática, como é difícil deixar que Ele assuma o controle!
Por um lado, Jesus ensina que devemos entregar tudo a Ele e deixar que Ele cuide do que for necessário; por outro lado, nós teimamos. Há certas coisas que gostamos de agarrar com firmeza... Entregamos-lhe parte de nossa vida e queremos continuar controlando o restante. Quanto mais fortemente seguramos algo – seja um hábito, uma pessoa que colocamos acima de Deus, a área sentimental ou a questão financeira, por exemplo – nós mesmos estamos tornando nosso fardo mais pesado, deixando-o mais difícil de ser carregado. Por não abrirmos mão destas coisas, deixando de contemplar o que Deus tem para nós.
Muitas vezes criticamos o moço rico da leitura de hoje, por ele ter amado mais seu dinheiro e sua posição social do que a Deus, mas quantas vezes nós também queremos seguir a Jesus dando a Ele apenas uma parte de nós! O que o Senhor quer é que deixemos tudo em suas mãos para que Ele possa limpar e restaurar nossa vida, tirando aquilo que não presta e que precisamos deixar que vá embora. Isto pode incluir mágoas, inveja, orgulho, vícios, autossuficiência, amor ao dinheiro, obsessão pelo trabalho – e a lista continua. Qualquer uma destas coisas, se não colocada nas mãos de Jesus, pode se tornar mais importante para nós do que seguir a Ele, embora nem sempre tenhamos consciência disso.
Deixar tudo nas mãos de Deus não é fácil, mas vale a pena!

Leitura Bíblica:

Marcos 10.17-31

sábado, 2 de julho de 2016

Eu não vou

Eu não irei com vocês, pois vocês são um povo obstinado, e eu poderia destruí-los no caminho (Êxodo 33.3b).
Até onde Deus iria conosco? Facilmente responderíamos “em qualquer lugar”, afinal a promessa de Deus revelada por Jesus é que “estarei com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus 28.20b). Além do mais, cremos que Deus vê todas as coisas e tudo sabe – nada escapa ao seu olhar. Como cristãos também confessamos que o Espírito Santo faz do nosso corpo o seu santuário (1 Coríntios 6.19). Desta perspectiva teríamos realmente de concordar que Deus vai conosco em qualquer circunstância.
Porém, na história que lemos hoje, Deus se recusa a seguir junto com Israel no caminho à terra prometida. O povo havia feito um bezerro de ouro para adorar como um deus (Êxodo 32), e a ira divina se revelou contra a idolatria deles. Consequentemente, muitos foram mortos. Mesmo assim, Deus resolve cumprir sua promessa de dar a eles uma terra onde manava leite e mel. Um anjo iria à frente e expulsaria os habitantes daquela terra. Mas Deus não podia acompanhá-los enquanto a desobediência estivesse presente – conforme Isaías 59.2, nossas maldades nos separam de Deus. Depois, Moisés intercede pelo povo e Deus diz que os acompanharia (Êxodo 33.16-17). Ele sabia que somente com a presença de Deus teriam sucesso naquela empreitada.
Deus guiou o povo, mas não da forma como eles desejavam. Aprenderam que tinham de se submeter ao Senhor e confiar somente Nele. Em nossa vida, há momentos em que ansiamos por uma resposta de oração que seja conforme a nossa vontade. Por exemplo, que uma doença seja curada ou que uma pessoa querida entregue sua vida a Cristo. Porém, não nos cabe exigir que Deus cumpra suas promessas. O tempo é Dele, e Ele conhece a hora oportuna para cada coisa. Se quisermos que Deus nos acompanhe em nossas vidas, devemos antes nos submeter ao caminho que Deus nos mostra.
Quando fazemos o que Deus quer, temos a certeza de que Ele está conosco.

Leitura Bíblica:
Êxodo 33.1-6


domingo, 26 de junho de 2016

Conselhos

Os planos do Senhor permanecem para sempre; os propósitos do seu coração, por todas as gerações (Salmos 33.11).
Ouvi falar de um jovem que estava pronto para se jogar do alto de uma grande ponte. Ao notar aquilo, um voluntário bem intencionado subiu até lá e iniciou uma conversa no sentido de convencer o jovem suicida a descer em segurança. O voluntário conselheiro pede ao “suicida” que espere apenas alguns minutos antes de qualquer atitude precipitada. Os dois chegam a um acordo: o jovem desesperado explicaria em 15 minutos os motivos que o levavam ao suicídio e o voluntário conselheiro apresentaria em 15 minutos bons motivos para viver. O jovem suicida, no tempo que cabia, falou acerca de todos os problemas sentimentais e emocionais que passava na família, na escola, no trabalho. O voluntário, impactado com tantos problemas do jovem desesperado, informou no prazo que cabia que passava por situações semelhantes. Enfim, após os 30 minutos, qual não foi a surpresa: os dois pularam da ponte.
O texto da leitura de hoje fala de um rei chamado Roboão, filho e sucessor de Salomão. Ele desprezou os bons conselhos dos sábios e tomou conselhos com os mais jovens que haviam crescido com ele, causando assim a grande divisão da nação de Israel.
A Palavra de Deus nos aponta no Salmo 1 a felicidade daquele que tem o prazer nos conselhos vindos do Senhor. Conselhos sábios são fundados na Lei do Senhor e não em “achismos” de ímpios, pecadores ou escarnecedores. Muitas vezes acabamos tão perturbados com as circunstâncias da vida que acabamos dando ouvidos a maus conselhos. Lembremos que o nosso Senhor Jesus, além de tantos atributos, é também Maravilhoso Conselheiro prometido em Isaías 9.6, que está sempre pronto para nos ajudar nos momentos de crise. Na verdade, os conselhos do Senhor são bons e duram para sempre. São esses os que merecem ser seguidos.
O bom conselheiro não dá ênfase aos problemas, mas às soluções vindas de Deus.

Leitura Bíblica:
1 Reis 12-15


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Pecado

O que é o pecado? Pecado é um ato de desobediência a Deus, é transgredir a lei de Deus. “Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.” (1 João 3.4).  O pecado ofende a Deus e quando nós pecamos o nosso relacionamento com Ele é rompido.  Existem duas formas de se pecar: o pecar consciente e o pecar inconsciente. O pecado consciente é todo aquele que nós temos plena consciência e razão que determinado ato desagrada a Deus, ou seja, que é pecaminoso. Já o pecado inconsciente é aquele em que não percebemos e conhecemos que é de origem pecaminosa, mas praticamos. Dentre as formas de se pecar consciente e inconscientemente nós podemos pecar destas formas (apenas alguns exemplos): através de palavras, ações e pensamentos. Pecar por palavras seria blasfemar contra Deus e o Espírito Santo; dizer palavrões e mentiras, entre outras palavras que não agradam a Deus. Através de ações podemos citar o adultério, a prostituição, a fornicação (sexo antes do casamento), o furto, a idolatria, o homossexualismo e o homicídio. Já através de pensamentos podemos incluir os sonhos (sonhos eróticos e outros tipos) e os pensamentos imorais. Vou falar sobre um pecado que muitas pessoas cometem, mas não sabem, ou seja, é um pecado inconsciente: “ficar”. Hoje é normal, totalmente comum os jovens e até aqueles que não são jovens “ficarem”. Mas o ato de “ficar” é considerado pecado; na Bíblia não fala que ele é considerado ofensivo a Deus, porém, quando analisamos suas características vemos que ele é igual a um pecado que Ele condena: a prostituição. Vamos comparar o ato de ficar com a prostituição (considere nesse caso uma prostituta ou um garoto de programa) para vermos se realmente são iguais. Na prostituição a pessoa vende seu corpo por dinheiro e se entrega aos prazeres da carne; nela não há parceiros (as) fixos (as). No “ficar” a pessoa também vende seu corpo (só que de graça) e nela também não há parceiros (as) fixos (as); cada um “fica” com o outro numa relação sem compromisso desfrutando dos prazeres da carne. Mas até o beijo na boca é considerado pecado? Se for no ato de “ficar”, sim; se for no namoro (relação com compromisso), não. Pense num homem que apenas beijou uma prostituta e não teve relações sexuais com ela (difícil de acontecer, mas é só um exemplo), eles deixaram de se prostituir só porque deixaram de ter relação sexual? Ou deixaria de ser prostituição se não tivesse dinheiro envolvido, ou seja, fosse de graça (como ocorre no ato de ficar)? Não! Ainda é considerado prostituição, mesmo que tenha sido apenas um beijo na boca.  E o sexo no namoro é permitido? O que a Bíblia diz sobre o sexo antes do casamento/sexo pré-matrimonial? Não existe uma palavra hebraica ou grega usada na Bíblia que precisamente se refira ao sexo antes do casamento. A Bíblia inegavelmente condena o adultério e a imoralidade sexual, mas é o sexo antes do casamento considerado sexualmente imoral? De acordo com 1 Coríntios 7.2, "sim"e  a resposta é clara: "mas, por causa da prostituição, tenha cada homem sua própria mulher e cada mulher seu próprio marido." Neste versículo, Paulo declara que o casamento é a "cura" para a imoralidade sexual. Primeiro Coríntios 7.2 está essencialmente dizendo que, porque as pessoas não conseguem se controlar e por isso muitas estão tendo sexo imoral fora do casamento, elas devem se casar. Só então poderão satisfazer as suas paixões de uma forma moral.
Já que 1 Coríntios 7.2 claramente inclui o sexo antes do casamento na definição de imoralidade sexual, todos os versículos bíblicos que condenam a imoralidade sexual como sendo pecaminosa também condenam o sexo antes do casamento como pecado. O sexo antes do casamento faz parte da definição bíblica de imoralidade sexual. Existem inúmeras Escrituras que declaram o sexo antes do casamento como sendo um pecado (Atos 15.20, 1 Coríntios 5.1; 6.13, 18; 10.8, 2 Coríntios 12.21, Gálatas 5.19, Efésios 5.3, Colossenses 3.5, 1 Tessalonicenses 4.3, Judas 7 [leia-os por favor]). A Bíblia promove a abstinência completa antes do casamento. O sexo entre o marido e sua esposa é a única forma de relações sexuais que Deus aprova (Hebreus 13.4).
Embora a praticidade não determine o certo do errado, se a mensagem da Bíblia sobre o sexo antes do casamento fosse obedecida, haveria bem menos doenças sexualmente transmissíveis, abortos, mães solteiras e gestações indesejadas, assim como existiriam bem menos crianças crescendo sem ambos os pais em suas vidas. A abstinência é a única política de Deus quando se trata do sexo antes do casamento. A abstinência salva vidas, protege bebês, dá às relações sexuais o valor adequado e, mais importante, honra a Deus. Devemos lembrar também que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo como diz em 1 Coríntios 6.19-20 : “Acaso não sabem que o corpo de vocês é santuário do Espírito Santo que habita em vocês, que lhes foi dado por Deus, e que vocês não são de si mesmos?
Vocês foram comprados por alto preço. Portanto, glorifiquem a Deus com o corpo de vocês.”  No caso de “ficar”, quem não sabia que era pecado agora sabe, ou seja, passou a ser consciente. Agora a respeito do sonho. Como posso pecar no sonho? O sonho é um mundo de imaginação e muitas vezes pode também ser um canal (meio) de Deus falar conosco nos dando revelações e visões. Pense assim, tudo que é pecado neste mundo também o é no sonho. Então você poderá dizer assim: “mas nem tudo que eu sonho eu faria na realidade. Se eu soubesse de certas coisas no sonho (tivesse consciência) não faria, ou seja, no sonho peco inconscientemente”.  Então pecar na realidade é mais grave que no sonho, já que este ocorre muitas vezes de forma inconsciente? Eu considero que sim, que os pecados da realidade são mais graves do que no sonho.  Na Bíblia, todos os pecados são considerados ofensivos a Deus, não há um que Ele falou “este é o pecado que mais detesto”. Porém, se formos pensar o que é mais grave? Contar uma mentira ou matar alguém? Neste sentido, podemos ver certa distância entre a gravidade das ações, ou seja, que matar é mais grave que mentir. Mas na Bíblia não diz isso, entretanto, considera um o mais odioso: a blasfêmia contra o Espírito Santo, como vemos em Mateus 12.31-32: “Por esse motivo eu lhes digo: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Todo aquele que disser uma palavra contra o Filho do homem será perdoado, mas quem falar contra o Espírito Santo não será perdoado, nem nesta era nem na era que há de vir.” Este é o único pecado que não será perdoado por Deus. Os outros são agrupados sem uma escala de maiores ou menores pecados, mas todos ofendem a Deus e levam a condenação. Uma outra forma de pecar por pensamento é a de você ver algo com seus olhos ou até mesmo pensar em algo pecaminoso de forma consciente, exemplo: um homem vê uma mulher muito bonita e começa a se imaginar tendo relações sexuais com ela e a vendo nua. Este é um pecado por pensamento e de forma consciente. Mas talvez você se pergunte: “por que certas coisas são consideradas pecaminosas e ofensivas a Deus e outras não? Por que o casamento é considerado honroso a Deus e o adultério e a prostituição não?” Para responder a esta pergunta devemos pensar da seguinte maneira: Deus é o nosso Criador, Ele é o Legislador universal. Foi Ele quem criou tudo e também as leis. Jeová definiu na criação do mundo o que seria permitido e honroso a Ele e o que seria proibido (pecado) e ofensivo a Ele. Isso não significa que tudo que é pecado é essencialmente mal. Por exemplo, o fruto da árvore que Eva comeu no jardim poderia ser considerada algo essencialmente mal? Gênesis 2.16-17 diz: E o Senhor Deus ordenou ao homem: "Coma livremente de qualquer árvore do jardim, mas não coma da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comer, certamente você morrerá". Será que ter conhecimento sobre o bem e o mal seria ruim? Afinal, se soubermos que algo é errado e desagradável a Deus poderemos evitá-lo, não é mesmo? Se olharmos desta forma o fruto não parece ser algo ruim. Então porque foi considerado pecado? Porque DESOBEDECERAM às ordens de Deus. Talvez, quando Ele os proibiu de comerem aquele fruto, estava apenas testando a obediência deles e o fruto em si não era “mal”. Mas eles desobedeceram uma regra e foram punidos. Pense agora na nossa constituição para fazermos uma comparação. Quem a criou e por quê? Um grupo de pessoas se juntou (não é interessante citar os nomes, pois este não é o foco) e definiu o que seria considerado crime na nação, além de definir os direitos e deveres de cada cidadão. Esse grupo de pessoas foram os legisladores (quem criou as leis), do mesmo jeito que Deus é nosso Legislador. Eles queriam construir uma nação com regras. Mas para que servem as regras? Para haver organização e igualdade de direitos. Já imaginou se cada um fizesse o que quer? A nação seria desorganizada e nada democrática. Aí é onde entram as regras: para dar organização, disciplina e igualdade a todos. E o que acontece quando as regras não são obedecidas? Há punição. A punição pelo não cumprimento de uma lei é uma forma de fazer justiça e de se manter a ordem no país. Se não houver punição mais pessoas poderão praticar o mesmo crime e novamente teremos não uma nação, mas um aglomerado de pessoas egoístas e que pensam somente em sua sobrevivência causando o caos; tornando-se um lugar onde reinam a desordem e a injustiça. As leis do nosso país são para causar medo (é claro que existem pessoas que as seguem por respeito e não medo, mas creio que a maioria não comete um crime com medo da punição), medo este que venha manter a ordem na pátria.  Deus quando criou suas leis, não queria que nós obedecêssemos a elas por medo de sermos punidos, mas sim como uma forma de amor a Ele. Ele quer que sejamos obedientes não pelo medo, mas por amor a Ele. Quem obedece por medo, não ama. Porém, quem obedece por amor tem profundo respeito e admiração pelo outro. Mesmo que muitos não vejam, na constituição de muitas nações há uma grande relevância quanto a vida das pessoas. A vida de um ser humano é extremamente valorizada nela. Mas por que será? Nós desconhecemos o porquê de algumas coisas serem erradas ou certas, mas dentro de nós existe algo chamado instinto que foi nos dado por Deus. E nesse instinto há uma valorização da vida vinda da parte de Deus por que Jesus disse em Mateus 22.39: “E o segundo é semelhante a ele: ‘Ame o seu próximo como a si mesmo’.” Portanto, mesmo que inconscientemente muitas pessoas aceitam uma ordem dada por Deus. Mas a grande questão destas ordens dadas por Deus, não é entender o porquê, mas sim obedecer. Deus espera de nós obediência. Eu pelo menos acho que se Ele quisesse que entendêssemos o porquê de certas coisas serem proibidas por Ele, isso teria sido escrito na Bíblia. Ele tem seus motivos para proibir ou permitir. Nem tudo sobre Deus conseguiremos entender. Se nem o nosso semelhante nós entendemos por completo (às vezes até nós mesmos), como entender a Deus que é um ser superior e perfeito?
Se o pecado é o rompimento de nosso relacionamento com Deus, então o que é o perdão? O perdão é nosso reconciliamento com Deus, é a restauração de nossa relação com Ele. É claro que se for considerar pessoas nem todas perdoam e voltam a restaurar a relação que tinham antes de ela ser rompida (perdoam, mas nunca mais voltam a se falarem ou se verem e etc.). Mas como estamos falando de Deus, há sim essa restauração, o restabelecimento do relacionamento.  Eu costumo dividir o arrependimento (perdão é arrependimento) em dois tipos: o arrependimento parcial e o total. Essa divisão é inexistente na Bíblia, vou falar sobre ela apenas como uma forma de clarear a visão sobre o que é realmente perdoar e se arrepender. O arrependimento parcial eu considero como sendo uma ação em que nós admitimos que erramos, mas logo depois voltamos a cometer o mesmo erro. Exemplo (os meus exemplos costumam ser exagerados, eu tento considerar as situações mais difíceis, pois afinal, perdoar e se arrepender não é algo fácil de fazer): Vamos supor um homem solteiro (que tenha consciência sobre o que é biblicamente errado ou não) chega em sua casa e se depara com uma mulher linda e nua na sua frente e que quer ter relações sexuais com ele. Ele não consegue se controlar e parte para cima. Ele cometeu o pecado conhecido como fornicação (ter relações sexuais antes do casamento). Como ele tinha conhecimento sobre as leis de Deus e o Espírito Santo o acusa de seu erro, ele se arrepende de seu ato. Porém, depois de algum tempo a mesma situação ocorre: ele chega em sua casa e lá está aquela mulher novamente (“o pecado novamente está batendo na porta”) e ele mais uma vez não se controla. Pode ser que você diga “ele não se arrependeu, já que cometeu o mesmo erro duas vezes”. Mas nesse caso considere que este homem arrependeu-se de verdade do primeiro erro. Este é o pecado que chamo de parcial: aquele que a pessoa se arrepende de um ato passado, mas se tiver uma nova chance no futuro diz “sim” a tentação. O arrependimento total como o nome diz abrange a totalidade, tudo. Considerando o mesmo exemplo do homem já mencionado acima que se arrepende de sua primeira atitude, considere que em sua segunda oportunidade de pecar ele não irá dizer “sim”, mas “não”. Este é o arrependimento total: a pessoa admite o erro que cometeu no passado e NÃO VOLTA a cometê-lo no futuro. É a pessoa que realmente aprendeu com o erro, pois quem aprende de verdade não volta a cometê-lo novamente. Este é o VERDADEIRO arrependimento. Mas se este é o verdadeiro arrependimento por que falou sobre o outro (o parcial)? Para todos perceberem o que realmente é arrepender-se, porque tem muitas pessoas pecando e cometendo os mesmos pecados achando que Deus sempre a está perdoando.  Deus perdoa sim, mas somente quem VERDADEIRAMENTE arrepende-se de seu pecado, ou seja, não volta a cometê-lo (não há como viver uma vida sem pecado já que somos pecadores desde que nascemos, mas há como viver com o mínimo possível). Ou você acha que Ele concede perdão a quem se arrepende parcialmente? Para Jeová não há meio termo: ou você se arrepende do seu pecado por completo ou não; ou perdoa uma pessoa completamente ou não; ou você O segue ou não. Ficar em “cima do muro” não é está com o Pai, pois quem está com Ele não está em cima do muro ficando divido entre Ele e Satanás, mas está do lado Dele. Agora irei abordar sobre a ação de perdoar. Em Marcos 11.25-26 diz: “E quando estiverem orando, se tiverem alguma coisa contra alguém, perdoem-no, para que também o Pai celestial lhes perdoe os seus pecados. Mas se vocês não perdoarem, também o seu Pai que está no céu não perdoará os seus pecados.” Neste versículo fica evidente que para sermos merecedores do perdão de Deus, teremos de perdoar nossos semelhantes, o nosso próximo. Diria que quem não colocar em prática o segundo maior mandamento dado por Jesus (que é amar o seu próximo como a si mesmo) não terá seus pecados perdoados. Lucas 17.3-4 já diz: [Tomem cuidado. "Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe".] O que este versículo nos diz? Que primeiramente devemos conhecer nosso erro (referindo- se a repreender, dizer que tal ato é considerado ofensivo a Deus). Afinal, como poderemos admitir que erramos e nos arrependermos se não sabemos que estamos no erro? Então, o primeiro passo é dizer ao seu irmão que ele pecou, é mostrar que ele errou. Depois de conhecer o erro, ele tem que admitir que errou e se arrepender,  e nesse caso, nosso dever é perdoar. Um exemplo sobre uma situação difícil de perdoar: pense em uma família feliz e cristã composta por um pai; uma mãe; uma filha e um filho, ambos os filhos são crianças. Em um dia não tão feliz aparecem assaltantes em sua casa. Eles então amarram o pai em uma cadeira, estupram seus dois filhos bem na sua frente e depois os matam com um tiro; sua mulher é torturada até a morte e suas partes dividas e entregues aos cães. Suponha que este pai foi obrigado a ver tudo isso. É fácil perdoar esse grupo de assaltantes que causou esse terrível episódio em sua vida? Com certeza não. Nesse caso, dizer para os assaltantes que eles erraram não seria algo viável, visto que eles não lhe dariam ouvidos. O dever desse pai é perdoar, por mais difícil que seja. Se Ele não os perdoar não há como Ele ser salvo, pois é preciso ter a Deus como Único Salvador (aceitar Jesus) e também arrepender-se de todos os seus pecados para ser salvo. Além disso, se ele se recusasse a perdoar não estaria colocando em prática o mandamento de Jesus. É neste momento que ele mais deveria colocar o amor em prática. Aqueles assaltantes podem não ter mostrado amor e piedade para com sua família, mas esse pai como um verdadeiro servo de Deus deve mostrar amor e compaixão por eles. Deus quer ver amor e compaixão em nossas ações até nas piores situações. Como o perdão e arrependimento devem ser feitos? Eles devem vir do coração, pois não adianta dizer palavras de arrependimento ou perdão, é preciso sentir e viver o perdão. E outra coisa é que ele precisa ser completo e inteiro. O perdão é um gesto, uma ação que demonstra amor. Quem ama não ama pelas metades, mas por inteiro, revelando através de uma atitude que um sentimento vale mais do que palavras e que seu significado transpõe qualquer obstáculo para chegar ao seu alvo.
Quando se arrepender ou for perdoar alguém se lembre de que deve ser inteiro e vir do coração. Esta geralmente é a oração que faço ao pedir perdão a Deus (lembre-se que ela só é válida para Deus se vir do coração e você realmente estiver arrependido): “Senhor me perdoe pelos pecados que cometi consciente e inconscientemente através de palavras, pensamentos e ações. Perdoa-Me Deus de todos os meus pecados. Lave-me, purifique e limpe tudo que é impuro e desagradável a Ti. Obrigado e Amém!” Versículos relacionados ao tema: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece as minhas inquietações. Vê se em minha conduta algo que te ofende, e dirige-me pelo caminho eterno.” (Salmos 139.23-24). “Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos meus olhos; cessai de fazer mal.” (Isaías 1.16). ["Venham, vamos refletir juntos", diz o Senhor. "Embora os seus pecados sejam vermelhos como escarlate, eles se tornarão brancos como a neve; embora sejam rubros como púrpura, como a lã se tornarão. (Isaías 1.18)]. “Esta é a mensagem que dele ouvimos e transmitimos a vocês: Deus é luz; nele não há treva alguma. Se afirmarmos que temos comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andamos na luz, como ele está na luz, temos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado. Se afirmarmos que estamos sem pecado, enganamo-nos a nós mesmos, e a verdade não está em nós. Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para perdoar os nossos pecados e nos purificar de toda injustiça. Se afirmarmos que não temos cometido pecado, fazemos de Deus um mentiroso, e a sua palavra não está em nós.” (1 João 1.5-10). E para finalizar: “Pois o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 6.23).