segunda-feira, 1 de agosto de 2016
sexta-feira, 29 de julho de 2016
Oração
Jesus saiu para o monte a fim de orar, e passou a noite orando (Lucas
6.12).
Não sei em qual momento do dia
você está lendo esta mensagem. Antes de continuar, permita-me fazer-lhe uma
pergunta: você já orou hoje? Orar é talvez uma das práticas bíblicas mais
simples que Deus nos deu. Contudo, nem sempre o mais simples é o mais fácil.
Mesmo que não haja grandes segredos para conversamos com Deus, é necessário ter
disposição e disciplina. A disposição é importante para que possamos abrir mão
de alguns minutos das 24 horas que temos durante o dia. Para isso, talvez seja
preciso dedicar um pouco menos tempo a assistir à televisão, navegar em sites
da internet ou redes socais, trabalhar ou até dormir. Já a disciplina é
fundamental para que eu, de fato, ocupe com oração o tempo separado para ela.
Muitos não conseguem ser perseverantes em seu bom propósito de orar porque não
são disciplinados. Isso depende, evidentemente, da força de vontade. O texto
que você acabou de ler descreve algo comum na vida de Jesus. Apesar da sua
agenda cheia, Ele sempre encontrava um tempo para orar. Aqui Ele se levantou de
madrugada, em outros momentos a Bíblia fala que ao final do dia retirou-se para
orar (como em Marcos 6.46), ou buscou o Pai à noite (Mateus 26.36 e versículo
em destaque). A pergunta que faço a você e também para mim é: qual é o momento
que estamos separando para conversar com nosso Deus? A oração é muito
importante se quisermos ter um relacionamento íntimo com Ele. Assim como ouvia
Jesus, Deus sempre está à disposição para nos ouvir e fortalecer.
Hoje quero convidá-lo (a) a refletir
sobre seus hábitos de oração. Você tem demonstrado disposição para orar? Tem
sido disciplinado? Que tal separar agora alguns minutos e falar com Aquele que
pode ajudá-lo (a) em todos os demais compromissos da sua agenda?
Tempo “gasto” em oração é investimento no nosso relacionamento com
Deus.
Leitura Bíblica:
Marcos 1.35-39
sábado, 23 de julho de 2016
Construindo
... é como um homem... que construiu a sua casa... (Mateus 7.24,26).
Durante minha infância, uma das
coisas que gostava de fazer era acompanhar meu pai nas construções (casa,
galpão, garagem, etc). Eu não saiba muita coisa, e provavelmente mais
atrapalhava do que ajudava, mas gostava de aprender com ele sobre o que podia e
o que não podia ser feito em uma construção.
Isso me fazia lembrar uma
conhecida parábola da Bíblia, que Jesus contou ao encerrar o Sermão da Montanha
(Mateus 5 a 7). Sabendo que nem todos os seus ouvintes aplicariam tudo o que
Ele ensinou, Jesus arrematou sua exposição com uma história na qual aparecem
dois homens: um que construiu sua casa sobre a rocha e outro que construiu a
sua casa sobre a areia. Na parábola, quase tudo é igual: ambos construíram uma
casa, e em ambos os casos o texto relata que “caiu a chuva, transbordaram os
rios, sopraram os ventos e deram contra aquela casa” (v 25 e 27). Por que uma
caiu, sendo grande a sua queda, enquanto a outra permaneceu intacta, sem cair?
O texto é bem claro: dependia do alicerce. Ambos os casos falam de pessoas que
ouviram as palavras de Jesus. A diferença não estava no ouvir, mas no fato de
que um praticou o que ouviu, enquanto o outro não colocou em prática o ensino
de Jesus.
A lição é clara e não há como não
compreendê-la. Mas, o que quero destacar é que muitas vezes esquecemos que essa
história está falando da nossa vida. Talvez você nunca tenha construído uma
casa, materialmente falando. Isto não faz diferença, pois a lição do texto não
é sobre arquitetura ou construção, mas sobre estilo de vida. Lembre-se que você
está construindo a “casa da sua vida”.
Ainda quero lhe fazer algumas
perguntas: sobre qual alicerce você está construindo? Você apenas ouve as
palavras de Jesus, ou também – e principalmente- as pratica?
Construa! Mas construa sobre a base certa!
Leitura Bíblica:
Mateus 7.24-27
domingo, 17 de julho de 2016
sábado, 9 de julho de 2016
Deixar para trás
[Pedro disse a Jesus:] Nós
deixamos tudo para seguir-te (Marcos 10.28).
Chamou minha atenção uma música
de Jeremy Camp que diz: “...deixando as coisas tão queridas que eu seguro,
deixando toda minha dor e todos os meus medos...” Fiquei pensando em como há
coisas em nossa vida que temos dificuldade de realmente entregar nas mãos de
Deus. Sabemos que Ele tem os melhores planos para nós e que nunca vai nos
desamparar, mas, na hora da prática, como é difícil deixar que Ele assuma o
controle!
Por um lado, Jesus ensina que
devemos entregar tudo a Ele e deixar que Ele cuide do que for necessário; por
outro lado, nós teimamos. Há certas coisas que gostamos de agarrar com
firmeza... Entregamos-lhe parte de nossa vida e queremos continuar controlando
o restante. Quanto mais fortemente seguramos algo – seja um hábito, uma pessoa
que colocamos acima de Deus, a área sentimental ou a questão financeira, por
exemplo – nós mesmos estamos tornando nosso fardo mais pesado, deixando-o mais
difícil de ser carregado. Por não abrirmos mão destas coisas, deixando de
contemplar o que Deus tem para nós.
Muitas vezes criticamos o moço
rico da leitura de hoje, por ele ter amado mais seu dinheiro e sua posição
social do que a Deus, mas quantas vezes nós também queremos seguir a Jesus
dando a Ele apenas uma parte de nós! O que o Senhor quer é que deixemos tudo em suas mãos para que Ele possa
limpar e restaurar nossa vida, tirando aquilo que não presta e que precisamos
deixar que vá embora. Isto pode incluir mágoas, inveja, orgulho, vícios,
autossuficiência, amor ao dinheiro, obsessão pelo trabalho – e a lista
continua. Qualquer uma destas coisas, se não colocada nas mãos de Jesus, pode
se tornar mais importante para nós do que seguir a Ele, embora nem sempre
tenhamos consciência disso.
Deixar tudo nas mãos de Deus não é fácil, mas vale a pena!
Leitura Bíblica:
Marcos 10.17-31
sábado, 2 de julho de 2016
Eu não vou
Eu não irei com vocês, pois vocês são um povo obstinado, e eu poderia
destruí-los no caminho (Êxodo 33.3b).
Até onde Deus iria conosco?
Facilmente responderíamos “em qualquer lugar”, afinal a promessa de Deus
revelada por Jesus é que “estarei com vocês, até o fim dos tempos” (Mateus
28.20b). Além do mais, cremos que Deus vê todas as coisas e tudo sabe – nada
escapa ao seu olhar. Como cristãos também confessamos que o Espírito Santo faz
do nosso corpo o seu santuário (1 Coríntios 6.19). Desta perspectiva teríamos
realmente de concordar que Deus vai conosco em qualquer circunstância.
Porém, na história que lemos
hoje, Deus se recusa a seguir junto com Israel no caminho à terra prometida. O
povo havia feito um bezerro de ouro para adorar como um deus (Êxodo 32), e a
ira divina se revelou contra a idolatria deles. Consequentemente, muitos foram
mortos. Mesmo assim, Deus resolve cumprir sua promessa de dar a eles uma terra
onde manava leite e mel. Um anjo iria à frente e expulsaria os habitantes daquela
terra. Mas Deus não podia acompanhá-los enquanto a desobediência estivesse
presente – conforme Isaías 59.2, nossas maldades nos separam de Deus. Depois,
Moisés intercede pelo povo e Deus diz que os acompanharia (Êxodo 33.16-17). Ele
sabia que somente com a presença de Deus teriam sucesso naquela empreitada.
Deus guiou o povo, mas não da
forma como eles desejavam. Aprenderam que tinham de se submeter ao Senhor e
confiar somente Nele. Em nossa vida, há momentos em que ansiamos por uma
resposta de oração que seja conforme a nossa vontade. Por exemplo, que uma
doença seja curada ou que uma pessoa querida entregue sua vida a Cristo. Porém,
não nos cabe exigir que Deus cumpra suas promessas. O tempo é Dele, e Ele conhece
a hora oportuna para cada coisa. Se quisermos que Deus nos acompanhe em nossas
vidas, devemos antes nos submeter ao caminho que Deus nos mostra.
Quando fazemos o que Deus quer, temos a certeza de que Ele está
conosco.
Leitura Bíblica:
Êxodo 33.1-6
domingo, 26 de junho de 2016
Conselhos
Os planos do Senhor permanecem para sempre; os propósitos do seu
coração, por todas as gerações (Salmos 33.11).
Ouvi falar de um jovem que estava
pronto para se jogar do alto de uma grande ponte. Ao notar aquilo, um
voluntário bem intencionado subiu até lá e iniciou uma conversa no sentido de
convencer o jovem suicida a descer em segurança. O voluntário conselheiro pede
ao “suicida” que espere apenas alguns minutos antes de qualquer atitude precipitada.
Os dois chegam a um acordo: o jovem desesperado explicaria em 15 minutos os
motivos que o levavam ao suicídio e o voluntário conselheiro apresentaria em 15
minutos bons motivos para viver. O jovem suicida, no tempo que cabia, falou
acerca de todos os problemas sentimentais e emocionais que passava na família,
na escola, no trabalho. O voluntário, impactado com tantos problemas do jovem
desesperado, informou no prazo que cabia que passava por situações semelhantes.
Enfim, após os 30 minutos, qual não foi a surpresa: os dois pularam da ponte.
O texto da leitura de hoje fala
de um rei chamado Roboão, filho e sucessor de Salomão. Ele desprezou os bons conselhos
dos sábios e tomou conselhos com os mais jovens que haviam crescido com ele,
causando assim a grande divisão da nação de Israel.
A Palavra de Deus nos aponta no
Salmo 1 a felicidade daquele que tem o prazer nos conselhos vindos do Senhor.
Conselhos sábios são fundados na Lei do Senhor e não em “achismos” de ímpios,
pecadores ou escarnecedores. Muitas vezes acabamos tão perturbados com as circunstâncias
da vida que acabamos dando ouvidos a maus conselhos. Lembremos que o nosso
Senhor Jesus, além de tantos atributos, é também Maravilhoso Conselheiro
prometido em Isaías 9.6, que está sempre pronto para nos ajudar nos momentos de
crise. Na verdade, os conselhos do Senhor são bons e duram para sempre. São
esses os que merecem ser seguidos.
O bom conselheiro não dá ênfase aos problemas, mas às soluções vindas
de Deus.
Leitura Bíblica:
1 Reis 12-15
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