sábado, 14 de janeiro de 2017
domingo, 18 de dezembro de 2016
Parábola da Ovelha Perdida
Texto:
Lucas 15.1-7
Logo
no começo da leitura, podemos ver que os fariseus criticavam Jesus porque ele
andava com pecadores e ainda participava de seus banquetes. Acho incoerente
eles dizerem “pecadores”. Será que esses fariseus não eram capazes de
reconhecer que eles também pecam? Que seu corpo está manchado pelo pecado?
Diferente de muitas pessoas, o Cristo andava com aquelas pessoas que eram
excluídas pela sociedade. Mas você sabe por quê? Em Mateus 9.12 temos a
resposta: [Ouvindo isso, Jesus disse: "Não são os que têm saúde que
precisam de médico, mas sim os doentes”]. E os doentes são aqueles capazes de
reconhecer sua doença; aqueles que conscientemente sabem que são pecadores e
precisam da salvação. O pecado é como uma “doença espiritual”, isso porque ele
afeta o espírito e promove um distanciamento do nosso Criador. A cura para o
pecado é a salvação; é a morte de cruz, é o sangue do Cordeiro; é Jesus.
Quando
leio o versículo 3 percebo claramente o cuidado de um legítimo pastor por suas
ovelhas. É um pastor que não valoriza números, mas a qualidade de cada
relacionamento dessas ovelhas com o Pai. Talvez você me pergunte “o que uma ovelha
representa diante de 99?”. Se for julgar por números, realmente uma ovelha pode
ser considerada insignificante. No entanto, não estamos falando de números.
Dentre essas 99 ovelhas, quantas possuíam um relacionamento sadio e verdadeiro
com seu pastor? Quantas reconheciam sua dependência? Quantas estavam doentes e
precisavam de cuidado? Essa ovelha que se perdeu é extremamente significativa.
Assim como as ovelhas, as pessoas não são todas iguais, pois cada uma possui a
sua identidade, individualidade e essência; são únicas e exclusivas e, por
isso, quando se perdem o pastor vai busca-las, pois são insubstituíveis.
O
Todo Poderoso é um Deus que o (a) conhece pelo nome. O valor de sua alma é tão
grande que vale mais do que ganhar o mundo inteiro! Alegre-se! O Eterno conhece
o seu valor e, por isso, não pensou duas vezes em entregar Seu único Filho para
morrer em seu lugar. Ele demonstrou tão grande amor por nós para provar o nosso
valor e o quanto nós somos preciosos para Ele. Imagine uma mulher grávida que
foi acometida por um aborto. Será essa criança só mais um número ou filho (a)
amado (a) e querido (a)? Uma alma que se rende aos pés da cruz representa mais
do que um dado estatístico. Servimos a um Deus de relacionamentos! A salvação
não é um show que pode ser medido pelo número de seu público, pois só é salvo que
tem legitimamente um relacionamento com o Senhor. Logo, a festa no céu pode ser
para apenas para uma pessoa, mas é o indivíduo que realmente quis estar ali.
Não é por merecimento, mas é pela graça e misericórdia de Deus em encontrar
todos os perdidos e traze-los para a redenção e o arrependimento.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Análise do Livro de Jó
Antes de começar a
leitura, leia Jó capítulo 1 (todo o capítulo). Esteja certo que o Espírito
Santo irá acompanha-lo (a) durante toda essa leitura.
O
capítulo inicia-se dizendo algumas características que existiam em Jó e eram apreciadas
pelo Senhor, entre elas, estão a integridade e a justiça. Ser íntegro é ser honesto
e imparcial. A integridade pode designar uma atitude de plenitude moral, sendo essa
uma característica de uma pessoa incorruptível. Essa palavra está intimamente
ligada a justiça. Mas você já parou para refletir o porquê de essas
características serem tão apreciadas pelo Senhor do Céu e da Terra? A resposta
é que essas duas características fazem parte da natureza divina de Deus e
refletem a moralidade de Suas leis. Se você parar um pouco para refletir, irá
notar que os melhores relacionamentos entre pais de filhos são entre aqueles
que têm personalidades e características em comum. Ser cristão é ser semelhante
a Cristo e no momento em que a Palavra nos diz essas duas qualidades de Jó, Ele
está nos revelando que Jó é um filho legítimo, pois ele possui aspectos de sua
personalidade que são semelhantes a de seu Criador. Assim, as suas características
irão revelar se você é um filho do altíssimo ou um filho do Diabo.
Se
você for um filho (a) do Eterno, receberá a sua aprovação, assim como Jó
recebeu. Em seguida, a Bíblia nos conta que Jó possuia10 filhos, 11 mil cabeças
de gado e inúmeros funcionários. Jó era um homem rico e próspero. Tudo isso se
deve as suas virtudes já citadas. O Pai abençoa a todos (bons/ruins,
ricos/pobres), porém, aqueles que andam segundo a Sua Palavra tem suas bênçãos
em um patamar totalmente diferente. Mas Ele como Deus não deveria abençoar
todos igualmente? A resposta é não. Lembre-se que Ele é JUSTO. A benção vem da
obediência e da justiça, por isso, aqueles que são obedientes e justos são
abençoados de forma singular como é descrito no livro de Deuteronômio capítulo
28 (leia depois). Os desobedientes também recebem bênçãos Dele por causa de Seu
benevolente amor. Através do amor de Deus somos abençoados até mesmo sem merecer.
Ainda
no primeiro parágrafo do capítulo 1, é dito que Jó era o homem mais rico do
Oriente. Ao ler esse fragmento, tenho a plena certeza de que a riqueza que fazia
de Jó o homem mais rico do Oriente não era apenas material, mas uma combinação
de riqueza material e riqueza espiritual. Imagine quanta riqueza, Jó, com sua
integridade e justiça tão apreciadas pelo Todo Poderoso, acumulou no céu. Muito
diferente da riqueza material, seus tesouros no céu não podem ser
quantificados. De todos os tesouros que Jó possuía, os únicos que não lhe foram
tirados durante sua provação foram seus tesouros celestiais. Em Mateus 6.20 diz
“Mas ajuntai para vós outros tesouros no céu, onde a traça nem a ferrugem podem
destruir, e onde os ladrões não arrombam e roubam”. Jó acumulou seu maior
tesouro no lugar certo. E você? Onde tem acumulado seus maiores tesouros? Eles
estão guardados na terra onde ladrões podem roubar ou estão no céu?
Jó
era um pai zeloso e assim como todos os pais, ele não sabia o que acontecia
quando ele não estava perto de seus filhos. Ele temia que durante os banquetes
dados por seus descendentes eles pecavam e amaldiçoavam o nome do Senhor. Logo,
todos os dias de madrugada ele oferecia um holocausto (os holocaustos eram
comuns nessa época) em favor de cada filho (a). O fato de ele fazer isso de
madrugada me chama a atenção. Ele podia ter feito de dia, porém, preferiu a noite,
especificamente de madrugada. Creio que o motivo que o levava a fazer o
holocausto de madrugada era o fato de que há calmaria na madrugada e ele poderia
fazê-lo sob sigilo. Acredito que esse horário também era seu melhor momento de
comunhão com o Pai, uma vez que nesse horário a maioria das pessoas encontra-se
dormindo. E enquanto todos estavam dormindo, ele estava clamando e adorando o
Deus de Israel. Consegue perceber como Jó era diferente? Como sua riqueza espiritual
era produzida?
O
versículo 9 nos mostra que Satanás foi se apresentar ao Senhor juntamente com
outros anjos. Ao ser interrogado por Deus, o Diabo responde que estava
perambulando pela Terra. Preste atenção nesse verbo “perambular”. Esse verbo
indica ação e movimento, ou seja, quando Satanás disse que estava perambulando,
a Bíblia deixa claro que ele não estava parado observando os homens; mas
enganando, roubando e matando. E os homens, como estavam? Provavelmente
dormindo espiritualmente! Não é hora de dormir no espírito! Satanás não para de
se movimentar contra os santos do Senhor. Quem dormir espiritualmente será
duplamente pego de surpresa. Primeiro, porque estará vulnerável ao ataque do
inimigo e estará deixando brechas para sua investida. Segundo, porque quando
Jesus voltar ele ficará para trás.
No
verso 8 Deus fala a Satanás como seu servo Jó é uma pessoa de boa índole. O
Eterno simplesmente conhecia a Jó muito bem e sabia de seus atributos, por
isso, ele foi testado. Ele sabia que ao falar sobre a boa conduta de seu servo iria
instigar o Diabo a tenta-lo e fazê-lo desviar-se de seu caminho. “E sabemos que
todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus,
daqueles que são chamados segundo o seu propósito” (Romanos 8.28). A provação
que veio a Jó foi para provar seu caráter, no entanto, não era para o Senhor
que ele deveria prova-lo (porque Ele já conhecia seu coração), mas para
Satanás, pois ele que duvidava de sua santidade e fidelidade ao Pai.
Toda
a série de desgraças ocorridas a Jó foram para testificar aquilo que Deus já
conhecia a respeito de Jó: sua integridade, fidelidade e amor ao Criador. Além
disso, a provação sofrida por ele também trouxe glória e honra Aquele que se
assenta no Trono dos Céus. Posso concluir dizendo que Jó também conhecia o Deus
que ele tinha, por isso, mesmo na tentação e no sofrimento não O abandonou.
Sabia que Ele estaria com ele e que não iria abandoná-lo; acreditava que
estaria com ele na riqueza material, mas também na pobreza de bens; cria que
estaria presente na montanha mais alta, assim como no mais profundo vale;
entendia que a Sua presença é constante em nossas vidas e que Ele é fiel em
todo o tempo.
Já
no versículo 10, o inimigo chega a dizer ao Altíssimo que Ele colocou uma cerca
em volta de Jó, de sua família e de tudo o que ele possui. Cerca significa
proteção. A mão do Senhor cobria a vida de Jó por completo e lhe dava proteção
máxima. A fidelidade de Deus e a Sua proteção o acompanhavam por onde quer que
ele fosse. Não obstante, cerca também representa separação. Jó e sua família
eram separados para servir ao Onipotente. Eles eram vasos consagrados para Sua
adoração e louvor. Ao colocar essa cerca era como se Ele dissesse: “Satanás,
aqui você não toca porque aqui habitam meus preciosos vasos, eles são minha
propriedade, eles são os meus servos e Eu sou o seu Deus”.
Nos
versículos seguintes acontece o relato de cada uma das perdas de Jó. Ele perdeu
muitas coisas valiosas, mas não perdeu seu bem mais precioso: o seu Deus.
Quando Deus lhe tirar algo não olhe para o que você perdeu, porém, olhe para o
que ainda lhe resta, pois o seu maior diamante só poderá emitir todo o seu
brilho quando as coisas supérfluas e insignificantes cessarem a sua luz. Para
muitas pessoas, é necessário perder o que há de mais precioso para repararem
que existe um Deus que cuida delas e que as ama. Talvez os prazeres desse mundo
e a riqueza material tenham ofuscado o brilho da salvação de muitos e até emudecido
a voz que vem do Trono. Não deixe isso ocorrer! Será preciso perder aquilo que
lhe é mais precioso para comtemplar a Luz do mundo e saber que Ele existe e lhe
quer salvar?
De
todos os versículos que há na Bíblia o que mais aprecio é Jó 1.21. Esse
versículo sempre me faz lembrar de que a gratidão precisa ser constante em
nossas vidas e não deve ser movida pelas circunstâncias. Jó, por exemplo,
demonstrou uma atitude contrária ao que ocorre quando uma pessoa perde tudo,
pois ele foi grato. Muitas pessoas começam a brigar, xingar, praguejar o nome
de Deus quando a tempestade as alcança. Isso porque elas sempre veem a
tempestade como um infortúnio, jamais pensam que a tempestade também pode vir
para trazer bênçãos e para consertar aquilo que não está no lugar certo em suas
vidas. Você está preparado para ser grato (a) a Deus? Se a tempestade lhe
alcançar hoje você será capaz de dizer “obrigado (a) Senhor por tudo” e “o
Senhor é bom em todo o tempo”? Sua gratidão será apenas de lábios ou será de
coração? Será movida por circunstâncias ou será imutável como o amor do Pai?
Deus lhe abençoe!
segunda-feira, 12 de dezembro de 2016
sábado, 5 de novembro de 2016
Você é um projeto de Deus
- Desisto – disse Alan
ao pai. – Não tenho paciência para continuar tentando.
Com a experiência
adquirida ao longo dos anos, o pai colocou-se calmamente ao lado do filho, que
transpirava excessivamente.
-Qual é o problema,
Alan? – disse o pai, olhando para as pequenas peças do ventilador.
- Está faltando peças
neste ventilador, meu pai.
- Tem certeza?
- Absoluta.
Percebendo que o filho
se precipitara, aproveitou a oportunidade para ensinar-lhe uma grande lição,
oferecendo-se para auxiliar o garoto na montagem do aparelho.
Alan, um adolescente de
14 anos, gostava de trabalhos manuais, porém mostrava-se hiperativo e ansioso.
Assim, rapidamente antecipou-se ao pai, apanhou as ferramentas e as peças do
ventilador, e mais uma vez ignorou o manual de instrução. O pai continuava
observando as tentativas do menino e os seus repetidos fracassos. Minutos
depois, Alan chegou à conclusão de que, além de ter perdido tempo, desprezara o
auxílio de seu pai. Envergonhado, disse:
- Pai, desculpe-me.
Preciso de sua ajuda.
- Muito bem, Alan. O
que você acha que está faltando para montar o aparelho corretamente?
- Bem, deixe-me ver ...
O manual de instrução?
O pai fez sinal de
positivo, e eles começaram a leitura do manual, identificando as peças e aprendendo
ajustar uma à outra. Não demorou muito para que o aparelho estivesse montado e
instalado no teto refrescando o quarto de Alan.
- Com o manual, tudo
ficou mais fácil, papai. Seria muito bom se a gente tivesse também um manual de
funcionamento – disse Alan, empolgado com a comodidade propiciada pelo
aparelho.
- Tem razão, mas, e se
eu lhe dissesse que cada um de nós tem um manual?
- Sério? –
surpreendeu-se Alan.
O pai retirou-se por um
instante, voltou com uma Bíblia e continuou:
- Cada ser humano é um
projeto de Deus. Nosso correto desenvolvimento e modo de viver só acontecem
quando vivemos orientados por este Manual.
Depois de dizer isso, o
pai saiu e, após algum tempo, voltou ao quarto do filho e o encontrou lendo a
Bíblia. Para não atrapalhar, fez um sinal e retirou-se, mas antes que saísse,
Alan gritou:
- Pai, estou lendo este
Manual para não cometer em minha vida os mesmos erros da montagem do
ventilador.
Prezado (a) leitor (a),
você é um projeto do Senhor. Sabe por que se sente insatisfeito (a) e não
aceita as mudanças que estão ocorrendo em sua vida? Porque não está sendo
orientado pelo Manual de instrução – a Bíblia Sagrada! Se não fizer isso, nunca
estará “pronto”!
Sua vida jamais será a
mesma se deixar que o Criador o (a) oriente no desenvolvimento desse projeto.
Este é o melhor tempo para isso. Aceite a Cristo hoje, pois Ele está de braços
abertos para recebê-lo (a), dizendo:
“Eu sou o pão da vida;
aquele que vem a mim não terá fome; e quem crê em mim nunca terá sede” (João
6.35).
domingo, 2 de outubro de 2016
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